Cesárea também exige recuperação do corpo: por que a avaliação no pós-parto é importante?

Muitas mulheres acreditam que a fisioterapia pélvica é indicada apenas para quem teve parto normal.

No entanto, durante toda a gestação o organismo passa por adaptações importantes, independentemente da forma como o bebê nasceu.

Por isso, após a cesárea, uma avaliação fisioterapêutica pode ser indicada para analisar como estão a musculatura abdominal, o assoalho pélvico e outras estruturas que participaram dessas mudanças ao longo dos nove meses de gravidez.

O que muda no corpo durante a gestação?

Ao longo da gravidez, o corpo passa por diversas adaptações para acompanhar o crescimento do bebê.

Entre elas estão:

  • aumento da pressão sobre o abdômen;
  • sobrecarga da musculatura do assoalho pélvico;
  • alterações posturais;
  • alongamento da parede abdominal;
  • mudanças na estabilidade da pelve e da coluna.

Essas alterações acontecem tanto em gestações que terminam em parto normal quanto naquelas finalizadas por cesárea.

Neste vídeo, a fisioterapeuta Dra. Kátia Aranha explica por que a fisioterapia pélvica também pode ser importante para mulheres que tiveram cesárea.

Quais desconfortos podem aparecer no pós-parto?

Cada mulher vive o puerpério de forma diferente. Algumas podem apresentar sintomas que merecem avaliação profissional, como:

  • escapes de urina;
  • sensação de fraqueza abdominal;
  • dores nas costas;
  • dificuldade para retomar algumas atividades do dia a dia;
  • alterações relacionadas ao assoalho pélvico.

Esses sintomas nem sempre estão presentes, mas quando surgem, podem ser investigados durante a avaliação fisioterapêutica.

A fisioterapia pélvica após a cesárea pode ajudar em quais situações?

Após uma avaliação individualizada, a fisioterapeuta define as condutas mais adequadas para cada paciente.

O acompanhamento pode incluir:

  • exercícios específicos para recuperação funcional;
  • orientações para o retorno gradual às atividades;
  • treinamento da musculatura do assoalho pélvico;
  • exercícios para a musculatura abdominal;
  • orientações posturais para os cuidados com o bebê;
  • educação em saúde para o período do puerpério.

O plano de tratamento é sempre elaborado de acordo com as necessidades de cada mulher.

Como funciona o acompanhamento da fisioterapia pélvica durante a gestação?

Neste vídeo, a Dra. explica quando começar, como são as sessões em cada trimestre e de que forma esse trabalho ajuda na preparação para o parto.

 

Quando procurar uma avaliação?

Caso existam dúvidas sobre a recuperação após a cesárea ou surjam sintomas como perda urinária, dores persistentes, sensação de fraqueza abdominal ou outros desconfortos relacionados ao pós-parto, uma avaliação fisioterapêutica pode ajudar a identificar as necessidades de cada paciente.

Quanto mais precoce for essa avaliação, mais individualizadas poderão ser as orientações.

Atendimento em Campinas e Jundiaí

A fisioterapeuta Dra. Kátia Aranha realiza avaliação individualizada para mulheres no período pós-parto, considerando as características e necessidades de cada paciente.

Se você passou por uma cesárea e deseja entender como está sua recuperação, agende uma avaliação.

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Perguntas frequentes

Quem faz cesárea pode fazer fisioterapia pélvica?

Sim. A indicação depende da avaliação fisioterapêutica e das necessidades apresentadas por cada paciente.

A cesárea evita alterações no assoalho pélvico?

Não necessariamente. Durante a gestação, o assoalho pélvico já passa por adaptações importantes, independentemente da via de parto.

Toda mulher que faz cesárea apresenta diástase?

Não. A presença e a intensidade da diástase variam de acordo com cada gestação e devem ser avaliadas individualmente.

Quando é recomendado fazer a avaliação no pós-parto?

O momento mais adequado deve ser definido em conjunto com os profissionais que acompanham a recuperação da paciente, respeitando a evolução clínica de cada caso.

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