Série Saúde Pélvica na Adolescência
Adolescente também precisa cuidar do assoalho pélvico?
Fisioterapia pélvica na adolescência
Sua filha já deixou de ir à escola ou de fazer alguma atividade por causa de uma cólica muito forte?
Muitas vezes, ela nem conta o que está acontecendo. A vergonha de falar sobre escapes de xixi, dor pélvica ou, se já iniciou a vida sexual, dor durante a relação faz com que esses sinais fiquem em silêncio, às vezes por anos.
Foi pensando nisso que começamos, na CPA Fisioterapia, a série Saúde Pélvica na Adolescência: uma conversa com cuidado, de um jeito simples e sem tabu, para mães e para as próprias adolescentes.
Este é o primeiro episódio.
Tem coisas que muitas meninas sentem, mas têm vergonha de contar
Uma cólica tão forte que dá vontade de faltar à escola. Um escape de xixi ao rir, correr ou praticar esporte. Dificuldade para evacuar. Uma dor na região pélvica que vai e volta.
Diante disso, é comum a adolescente pensar: “deve ser normal”.
E a mãe também pode acreditar que é apenas uma fase, que vai passar com o tempo.
Mas alguns desses sinais merecem atenção. Eles podem ter diferentes causas e, em alguns casos, o funcionamento do assoalho pélvico também pode estar envolvido.
O que é o assoalho pélvico (e por que ele importa desde cedo)
O assoalho pélvico é um conjunto de músculos que fica na base da pelve, como uma rede de sustentação.
Ele participa do controle da urina e das fezes, sustenta órgãos como bexiga, útero e intestino e tem papel na função sexual.
Essa musculatura não começa a importar só na gestação ou na menopausa.
Na adolescência, hábitos do dia a dia, esporte de impacto, a forma de usar o banheiro e as mudanças do ciclo menstrual já influenciam como ela funciona.
Sinais que merecem atenção na adolescência
Cólica menstrual muito forte
Cólica que faz faltar à escola, interrompe atividades ou não melhora com as medidas orientadas pelo médico não deve ser tratada como algo que “toda menina tem”. Vale investigar com o ginecologista. A fisioterapia pélvica pode atuar junto, com recursos e orientações para o manejo da dor.
Escape de xixi ao rir, correr ou praticar esporte
Perder urina durante esforço, salto ou risada não é exclusividade de mulheres adultas. Pode acontecer também em adolescentes, especialmente nas que praticam esportes de impacto, como vôlei, ginástica, corrida e dança.
Dificuldade para evacuar
Intestino preso com frequência, esforço excessivo ou sensação de não esvaziar por completo têm relação com hábitos, alimentação e também com a coordenação da musculatura pélvica.
Dor na região pélvica
Dor em baixo ventre ou na pelve que se repete, fora ou dentro do período menstrual, precisa de avaliação médica e pode ter um componente muscular que a fisioterapia pélvica ajuda a avaliar.
Dor ou desconforto na relação sexual
Para quem já iniciou a vida sexual, dor durante a relação não é normal e não precisa ser enfrentada em silêncio. Esse é um tema que muitas adolescentes não conseguem abordar com ninguém, e por isso merece um espaço seguro de conversa.
“Deve ser normal”: por que esses sinais ficam escondidos
Vergonha, falta de informação e a ideia de que dor e escape fazem parte de ser mulher contribuem para o silêncio.
Muitas meninas não sabem que existe um profissional que cuida especificamente dessa região. E muitas mães, com toda a boa intenção, aprenderam que certos incômodos são apenas uma fase.
Quanto mais cedo esses sinais são reconhecidos, mais cedo é possível entender o que está acontecendo e orientar hábitos mais saudáveis.
Como a fisioterapia pélvica pode ajudar adolescentes
A fisioterapia pélvica não é um cuidado apenas para mulheres adultas, gestantes ou no pós-parto.
Com adolescentes, o trabalho começa por uma avaliação cuidadosa, que considera:
- hábitos urinários e intestinais;
- rotina escolar e prática de esportes;
- ciclo menstrual e queixas de dor;
- postura, respiração e consciência corporal;
- o funcionamento da musculatura pélvica.
A avaliação é adaptada à idade e ao conforto da adolescente, com autorização e participação do responsável, e nada é feito sem que ela entenda e concorde.
A partir daí, o plano pode incluir orientações de rotina, exercícios, recursos para dor e educação sobre o próprio corpo, sempre em diálogo com o médico que a acompanha.
Na CPA, esse cuidado segue o Método Integrativo CPA, baseado em Consciência, Postura e Atitude: ajudar a adolescente a perceber os sinais do próprio corpo, construir hábitos mais saudáveis e ganhar autonomia para cuidar de si.
Para mães e para adolescentes
Se você é mãe: ouvir sem julgamento pode ser o primeiro passo para sua filha se sentir segura para pedir ajuda. Perguntas simples, como “isso tem te atrapalhado?”, abrem mais espaço do que uma conversa formal.
Se você é adolescente: não tenha vergonha de falar sobre o que sente. Dor, escape ou desconforto são assuntos de saúde, e você merece ser ouvida.
Fisioterapia pélvica para adolescentes em Jundiaí e Campinas
A CPA Fisioterapia é especializada em saúde da mulher desde 2014 e atende adolescentes e suas famílias em Jundiaí e em Campinas.
Os atendimentos são conduzidos pela fisioterapeuta Kátia Aranha, com mais de 30 anos de experiência em saúde da mulher, em um ambiente acolhedor e reservado.
Atendimento particular
Consulte a possibilidade de reembolso com sua operadora.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação individualizada com um profissional de saúde.
Nos próximos episódios da série, vamos falar sobre temas que ainda são pouco conversados, mas que fazem parte da saúde das meninas.
Episódios da série Saúde Pélvica na Adolescência
- Episódio 1: Adolescente também precisa cuidar do assoalho pélvico? (você está aqui)
- Episódio 2: Sua filha evita usar o banheiro da escola?
- Episódio 3: Como a Fisioterapia Pélvica pode ajudar nas cólicas?
Agende uma avaliação
Se sua filha apresenta algum desses sinais, uma avaliação ajuda a entender o que está acontecendo e quais cuidados fazem sentido para ela.
RT: Kátia Aranha – Fisioterapeuta · CREFITO-3: 17176-F
Atendimento particular
Consulte a possibilidade de reembolso com sua operadora.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação individualizada com um profissional de saúde.
Perguntas Frequentes
Com que idade a adolescente pode fazer fisioterapia pélvica?
Para menores de 18 anos, o atendimento é feito com autorização e participação do responsável.
A avaliação de fisioterapia pélvica em adolescentes é invasiva?
Grande parte dela envolve conversa, observação de hábitos, postura e respiração. Qualquer etapa é explicada antes e só é feita com consentimento.
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